Os desafios e oportunidades para as mulheres no mercado de trabalho

mulheres no mercado de trabalho

Diante de tantos avanços sociais no que diz respeito à conquista de direitos, como está o espaço das mulheres no mercado de trabalho nos últimos anos? Essa é uma pergunta extremamente relevante na atualidade.

Apesar de ser cada vez maior a presença feminina nos mais variados nichos de atuação, ainda há uma série de desafios que precisam ser superados para que seja visível a igualdade de gênero no mercado de trabalho.

Neste post, queremos trazer mais informações sobre as oportunidades e os desafios que as mulheres enfrentam na busca por emprego e crescimento de carreira. Acompanhe e saiba mais!

Quais são os desafios e as oportunidades para as mulheres no mercado de trabalho?

Ao longo da história da humanidade, principalmente na cultura ocidental, as mulheres eram mais responsáveis pelas tarefas domésticas, com poucas oportunidades no mercado de trabalho. Esse cenário começou a sofrer alterações no final do século 18, com a Primeira Revolução Industrial.

No entanto, apesar da inserção no mercado, a valorização do trabalho feminino era bem menor. Com salários mais baixos que os dos homens, inclusive nos mesmos cargos, condições de trabalho inadequadas, longas jornadas, entre vários outros problemas, os desafios para as mulheres permanecerem nos empregos eram evidentes.

Com o passar do tempo, a mão de obra feminina foi se intensificando, principalmente após a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. Com a conquista de direitos básicos, como fazer um curso superior no Brasil em 1879, e o voto no ano de 1932, as mulheres conseguiram acesso a mais oportunidades no mercado de trabalho.

No entanto, ainda existem várias consequências de todo esse passado excludente. Não é à toa que, mesmo atualmente, diversos desafios estão presentes na carreira feminina. A seguir, confira alguns deles!

Dupla jornada

Como você viu, historicamente, as tarefas domésticas eram destinadas majoritariamente às figuras femininas da casa, e esse comportamento ainda persiste em diversas famílias. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que as mulheres investem cerca de 10 horas semanais a mais que os homens nos cuidados com a casa e com os filhos.

Esse cenário faz com que a maioria das mulheres enfrente uma dupla jornada de trabalho: a profissional e a doméstica. Essa sobrecarga de atividades, além de prejudicar o bem-estar, pode interferir nos planos de carreira de diversas pessoas. Durante a pandemia, esse desafio se intensificou, de modo que cerca de 30% das profissionais consideraram deixar o emprego.

Maternidade

Além disso, conciliar maternidade e carreira também é um desafio enfrentado, e não apenas por conta de ambas as atividades exigirem bastante tempo e atenção. Diversos ambientes de trabalho não são bem receptivos com o retorno da licença-maternidade, de modo que o índice de demissões de mulheres aumenta aproximadamente 2 anos após o nascimento dos filhos.

Assédio

Você sabia que, em média, 33% das mulheres sofrem ou sofreram assédio no ambiente de trabalho? Os abusos morais e sexuais são mais frequentes com pessoas do sexo feminino em diversos espaços da sociedade, e isso não é diferente no mercado de trabalho.

Além de trazer desconforto, esse tipo de comportamento provoca diversos problemas para a permanência das mulheres em seus cargos, assim como na credibilização profissional na área de atuação.

Remuneração desigual

Lembra que dissemos que, no período da Primeira Revolução Industrial, as mulheres ganhavam menos que os homens, realizando as mesmas atividades? Apesar de haver avanços, esse contexto ainda não mudou totalmente.

A diferença salarial entre homens e mulheres é um dos maiores problemas do mercado de trabalho e da valorização profissional feminina. E essa desigualdade na remuneração nem sempre é baixa. Em cargos de liderança, por exemplo, os valores podem variar em até 34%.

Síndrome da impostora

Sabe aquele sentimento de não sentir que merece a posição que assume ou as oportunidades que teve? Ele tem nome e se chama Síndrome do Impostor. Como resultado, a autoexigência e o perfeccionismo aumentam, enquanto a autoestima sofre fortes abalos.

Infelizmente, as mulheres passam frequentemente por isso na vida profissional. Afinal, enfrentar duplas jornadas de trabalho, não ter o devido reconhecimento no ambiente de trabalho e receber uma remuneração menor são fatos que fazem com que uma maior insegurança surja quando o assunto é carreira.

Como o cenário se modifica em relação aos gêneros no mercado de trabalho?

No entanto, mesmo que haja ainda uma série de desafios que precisam ser superados, é possível notar cada vez mais boas oportunidades de trabalho para mulheres. Um dos motivos é a forte presença feminina nos cursos superiores, ultrapassando a quantidade de estudantes homens, principalmente nas graduações voltadas para as áreas da Educação e Saúde.

Esse mesmo interesse ocorre na busca pelo ingresso e permanência no Ensino Superior. As mulheres são maioria nas inscrições para os vestibulares e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Isso também ocorre nas avaliações de cursos superiores, como no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade).

Considerando que há menos de 150 anos, as mulheres ainda não tinham permissão de fazer uma faculdade, esse é um grande avanço. Isso sem contar que a oportunidade de investir na própria educação também é um fator decisivo para a qualificação profissional e, consequentemente, um maior desenvolvimento de carreira.

Quais os benefícios de investir em si mesma?

Investir em si mesma é uma estratégia e tanto para superar esses desafios sociais impostos na presença feminina no mercado de trabalho. Ter qualificação profissional, competências e habilidades de destaque, além de ótimos diferenciais, faz com que mais oportunidades surjam na carreira.

É por isso que fazer uma graduação tem sido cada vez mais incentivado entre as mulheres. O mesmo vale para a especialização profissional, com a realização de cursos livres, atividades de extensão e pós-graduação.

Ainda, ao investir em seu próprio desenvolvimento, as mulheres têm a oportunidade de ganhar mais confiança no mercado, aumentando a autoestima. Esse é um fator muito importante para reduzir alguns dos problemas enfrentados, como a Síndrome do Impostor.

Conhecer a história das mulheres no mercado de trabalho, além de inspirar a busca pelos próprios direitos, é interessante para analisar os avanços e o que ainda precisa ser melhorado. Como visto, a educação tem sido uma das principais estratégias para enfrentar os desafios atuais. Por esse motivo, vale a pena investir nos estudos e no crescimento profissional.

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