Conheça mais sobre cada forma do financiamento estudantil

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Algumas décadas atrás, ingressar no ensino superior era difícil para muitas pessoas. Para jovens de baixa renda, conquistar um diploma de graduação era impensável. No entanto, com o apoio dos programas de financiamento estudantil, o ingresso ao nível superior foi ampliado e popularizado, viabilizando a transformação de um sonho em realidade para milhares de brasileiros.

De acordo com o Ministério da Educação e Cultura (MEC), o FIES — Fundo de Financiamento Estudantil — fechou mais de 2,6 milhões de contratos até hoje, enquanto o PROUNI — Programa Universidade para Todos —, concedeu mais de 1,9 milhão de bolsas desde sua criação, em 2005.

Embora esses dois programas sejam os mais conhecidos, quando se trata de financiamento estudantil existem muitas outras opções. Ficou interessado em conhecer mais sobre essas formas de ingressar no ensino superior? Então confira como funcionam alguns dos principais programas de financiamento estudantil! Boa leitura!

1. Prouni

Segundo o MEC, aproximadamente 40% dos matriculados em instituições de ensino privadas são beneficiários do Programa Universidade para Todos. Para conseguir uma bolsa nesse programa, são realizadas algumas exigências, como:

  • pontuação mínima de 450 pontos no Enem — Exame Nacional do Ensino Médio;
  • redação pontuada, ou seja, não é permitido que o candidato consiga uma bolsa quando zera essa etapa da avaliação;
  • renda per capita de até três salários mínimos por pessoa;

Entretanto, além dessas exigências, o estudante deve estar apto a concorrer uma vaga. Veja o que é necessário:

  • ter cursado integral ou parcialmente o ensino médio em escola da rede pública de ensino e/ou em rede privada como bolsista integral;
  • ser pessoa com deficiência;
  • ser professor da rede pública de ensino e estar concorrendo a bolsas dos cursos de licenciatura.

Neste contexto, caso o estudante esteja apto para concorrer à vaga, o seu primeiro passo para conquistá-la é mandar bem no vestibular.

2. Fies

O Fies é um programa do Ministério da Educação e Cultura criado pelo Governo Federal em 1999. Seu objetivo é fornecer financiamento estudantil para estudantes de baixa renda em instituições privadas de ensino superior que, obrigatoriamente, devem possuir uma boa avaliação nos processos conduzidos pelo Ministério de Educação.

Os estudantes interessados em usar essa modalidade de financiamento devem ter realizado o Enem em 2010 ou anos posteriores. Além disso, devem estar matriculados em cursos de graduação que possuam uma avaliação positiva no SINAES — Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior —, uma prova aplicada pelo MEC.

É importante ressaltar que ao contratar esse financiamento, os estudantes ficam obrigados a pagar trimestralmente uma quantia, independentemente do tipo de financiamento escolhido, pois essa quantia equivale aos juros, que são de 3,4% ao ano.

3. PraValer

O programa PraValer, criado em 2006, já financiou a graduação de mais de 50 mil alunos. Dessa lista, ele é o que mais se aproxima do Fies, visto que financia até 100% da graduação.

Com as mudanças no Fies, muitos alunos encontraram no PraValer a oportunidade perfeita para ingressar no ensino superior sem quaisquer complicações. Isso se refletiu até mesmo no número de parcerias entre instituições de ensino e o programa, que passou de 20 para 200.

Entre as facilidades que o programa proporciona, se destacam: a não exigência de pontuação mínima no ENEM e a agilidade no processo, uma vez que basta acessar o site para conhecer as instituições que possuem parceria com o PraValer no Brasil e realizar um cadastro para fazer uma simulação da contratação do crédito e obter um feedback.

Confira o que é necessário para obter esse financiamento:

  • possuir um fiador com renda a partir de um salário mínimo, contudo, não é obrigatório que seja alguém da família;
  • o fiador não pode possuir um contrato vigente com o programa nem ser fiador de outro aluno pertencente ao PraValer;
  • a renda mínima deve ser, comprovadamente, 2,2 vezes o valor total da mensalidade do curso. Ela pode ser composta pela renda do fiador ou pela soma entre a renda do fiador e a do próprio aluno;
  • tanto o aluno quanto o fiador precisam estar com o cpf em situação regular;
  • o fiador e o aluno não podem ter restrições de crédito em instituições como SPC e SERESA.

É importante ressaltar que este programa de crédito é válido para calouros ou veteranos e possui juros que vão de 0% a 2,9% ao mês.

4. Financiamento institucional

Diversas instituições de ensino privadas possuem o seu próprio tipo de financiamento. No entanto, as vantagens, os pré-requisitos e as formas de financiamento não são padronizadas.

A universidade Cruzeiro do Sul, por exemplo, criou um crédito estudantil denominado “creducsul”. Nele, as mensalidades são pagas pela metade durante a graduação e os 50% restantes são pagos ao fim pelo aluno, sem juros. Contudo, o “creducsul” não contempla determinados cursos, como medicina humana/veterinária, direito, odontologia e gastronomia.

Por isso, quando se trata de financiamento institucional, é fundamental se atentar ao que dispõe o regulamento da universidade com relação ao crédito estudantil.

5. Programa Escola da Família

No Estado de São Paulo, os cidadãos contam com o convênio firmado entre as instituições de ensino superior e o governo local. O programa cobre totalmente os gastos relacionados à mensalidade em organizações privadas.

Nessa modalidade, o Estado arca com 50% do valor da mensalidade e a instituição de ensino paga os 50% restantes. Em troca, o estudante precisa atuar como educador — nos fins de semana — em escolas municipais e estaduais participantes do Programa da Família.

Além disso, o estudante que desfrutar deste benefício não pode ser favorecido com qualquer outra bolsa de estudos ou financiamento que envolva recursos públicos. Caso o estudante esteja pensando em se candidatar a Educador Universitário nessa modalidade, ele precisa conferir os pré-requisitos para ingresso no programa:

  • não possuir o nível superior completo;
  • estar regularmente matriculado em curso de graduação de Instituição Privada de Ensino Superior conveniada com a SEE — Secretaria da Educação do Estado de São Paulo — e a FDE — Fundação para o desenvolvimento da educação;
  • possuir interesse para desenvolver as atividades do programa junto às escolas públicas municipais ou estaduais;
  • possuir disponibilidade para cumprir a carga horária de oito horas nos fins de semana.

6. Financiamento privado

Por fim, o financiamento privado também é uma alternativa viável para o ingresso na graduação. Entretanto, é imprescindível que essa opção seja usada somente quando não houver mais alternativas, porque essa modalidade não costuma financiar toda a graduação, além de possuir juros elevados.

O Crédito Universitário do Bradesco, por exemplo, disponibiliza o período de 12 meses para que o valor de um semestre seja pago. O pagamento costuma ocorrer por meio do débito automático em conta-corrente, com a primeira parcela vencendo 30 dias após a contratação do financiamento.

Esse financiamento pode ser solicitado por correntistas do banco que tenham a idade mínima de 18 anos ou, em caso de menores de idade, por seus responsáveis legais.

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